Quem acredita em mamadeira de piroca?

Essa é uma pergunta que pode parecer ridícula, mas ajudou a decidir as eleições de 2018.

As fake news estão presentes em nosso dia a dia e seu impacto na sociedade é cada vez maior, causando danos em diversas áreas.

Precisamos combatê-las com veemência.

A história do Brasil República é bastante conturbada. Durante os cinco períodos em que se costuma dividir a história do Brasil (República Velha, Era Vargas, Nacional Desenvolvimentismo, Ditadura Militar, República Nova), nós tivemos 38 presidentes. Desses, apenas 15 foram eleitos diretamente, 5 não terminaram o mandato, 13 eram vice-presidentes, 02…

Vem pra cá minha menina

Não é mais tempo de brincar

A hora já se aproxima

Juntos nós iremos lutar

Vem aqui minha criança

Pro exército encantado

Arruma teu lenço e trança

Traz o cavalo encilhado

Pega lá seu pau de fogo

Não esqueça do facão

Vamos guerrear na força

Do santo Sebastião

Vai tal mulher destinada

Defender o quadrado santo

Nosso reino consagrado

Nossa terra de acalanto

Vai lutar Maria Rosa

Vamos pra revolução

Com as palavras do monge

Venceremos a lei do cão

Maria Rosa foi uma das líderes da Guerra do Contestado (1912–1916). Ela chegou a comandar um exército de dez mil pessoas contra os poderes da república (lei do cão), do presidente Hermes da Fonseca (segundo pior presidente), dos coronéis e do capital estrangeiro.

PS primeira vez que fiz um poema em redondilhas maiores.

Mesmo que letárgica

A esperança nunca dorme

Deusa demiúrgica

Numa festa eufórica

Retomaremos o que é nosso

Rua metafórica

Vamos tomar a rua

com a liberdade

de um cachorro caramelo

Saio da lotérica e vou caminhando devagar para encontrar o Cláudio no calçadão. Se eu ganhar na mega, posso abandonar o cargo comissionado na Assembleia Legislativa e ir morar fora. O pessoal tem falado muito em Portugal, ou Miami. Parece que está todo mundo indo embora para esses lugares, mas…

No Brasil da Barbárie.

Diz o velho adágio romano que “rindo se castigam os costumes”. É justamente essa a proposta do livro “Rindo de Nervo”, que reúne textos com vieses irônicos e de comicidade sobre a nossa situação atual. Se o Brasil é o país da piada pronta, coube aos escritores captar esse espírito que paira no ar e transformar em textos. Não é fácil sermos brasileiros, mas como diz o Chico: “a gente vai levando só de birra, só de sarro”. Vamos levando e rir um pouco ajuda na caminhada. Indico como uma leitura despretensiosa numa manhã de domingo.

Sua benção, meu monge

Que hoje tenho que viajar

Vou levar as tropas para longe

Tenho uma serra para atravessar.

Deus lhe salve, meu pai

Vim por causa de doença

Essa febre de mim não sai

Preciso hoje de sua bença.

Louvado seja, meu santo

Estou aqui para batizar

O menino contra o quebranto

Na água santa o mergulhar.

Hoje tem luta, seu Zé Maria

É contra a lei do cão

Pois chegou a hora e o dia

De fazer a revolução.

Teremos luta renhida

Mas só assim se vale lutar

Para dar sentido a essa vida

E na outra alcançar um lugar

Nos abençoe, santo homem

Hoje sonhei com Dom Sebastião

Que voltava montado no palafrém

Para guiar a nossa rebelião.

Olho para você ao entardecer.

Só tenho uma foto sua,

Em que me encara com olhos brilhantes

Deixando minha alma nua.

Penso em girassóis, papoulas e azaleias,

Na profusão de cores e na sua textura,

Quero sentir o perfume em tua pele — canela,

Todas as coisas que me levam a loucura.

Imagino que beijos tem a sua boca

Quando você faz esse leve sorriso

E já vejo-o transformando-se em larga risada

se com as mãos seu cabelo aliso.

Se da lâmpada um gênio aparecer

Só quero que isso à vera possa acontecer.

Álvaro Fonseca Duarte

Professor, consultor educacional e historiador. Coração e alma boêmias. Tenho pretensões literárias e sérios problemas com as vírgulas. https://linktr.ee/alvaro

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